Marcuse, estética, imaginação e desejos

Autores/as

  • Imaculada Kangussu Universidade Federal de Ouro Preto

Palabras clave:

nova sensibilidade, mudança de paradigma, intuição sensível, determinação da realidade

Resumen

Porque a forma como a sociedade se reproduz na consciência está localizada na imaginação e nos desejos de seus membros, percebendo a penetração das normas e valores sociais na estrutura pulsional dos indivíduos, veremos (1) como Marcuse relaciona o movimento de emancipação sociopolítica com transformações na percepção mutilada, (2) o lugar da dimensão estética nas formas de percepção, considerando a polissemia do termo derivado da aisthesis: referente aos sensível, aos sentidos, à beleza e à arte. Marcuse enfatiza o papel ativo dos sentidos na produção da matriz de inteligibilidade por meio da qual experimentamos, interpretamos e ordenamos o mundo da vida. Focamos nas reflexões formuladas a partir da década de 1960, quando Marcuse percebe, no Zeitgeist, uma “nova sensibilidade” capaz de contrapor-se à experiência dos sentidos condicionada e contida pela racionalidade instrumentalizada. Consideramos neste artigo que a nova sensibilidade pode conduzir a uma “mudança de paradigma”, capaz de colocar em xeque a própria determinação do real em curso. Para concluir, mostraremos a defesa radical da permanência da arte, como fenômeno transformador da percepção sensível, conforme esta aparece em sua última obra. Sua alienação da realidade permite à obra de arte expressar tanto uma recusa ao dado quanto a experiência de situações distintas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

ALWAY, Joan (1995): Critical Theory and Political Possibilities. Concepts of Emancipatory Politics in the Works of Horkheimer, Adorno, Marcuse, and Habermas. Westport, London: Greenwood Press.

BRANTLINGER, Patrick (1983): Bread & Circuses. Theories of Mass Culture as Social Decay. Ithaca: Cornell University Press.

BRETAS, Alexia (2008): “Todo poder à imaginação! Marcuse e a revolução surrealista”, em Exagium, volume III, Novembro 2008.

KANGUSSU, Imaculada (2007): “Formas clássicas, o amor e o absoluto”, em Sobre Eros. Belo Horizonte: Scriptum.

KANGUSSU, Imaculada (2008): Leis da liberdade. A relação entre estética e política na obra de Herbert Marcuse. São Paulo: Loyola, 2008.

KANT, Immanuel (1994): Crítica da Razão Pura. Trad. A. Fradique Morujão et alii. Lisboa: Calouste Gulbekian, 1994.

KING, Richard (1972): The Party of Eros. Radical Social Thought and the Realm of Freedom. Chapel Hill: The University of North Caroline Press.

KUHN, Thomas (1970): The Structure of Scientific Revolutions. Chicago: The University of Chicago Press.

MACINTYRE, Alasdair (1970): Herbert Marcuse; an Exposition and a Polemic. New York: Viking Press, 1970.

MARCUSE, Herbert (1955): Eros and Civilization: A Philosophical Inquiry into Freud. Boston: Beacon Press.

MARCUSE, Herbert (1968): “Philosophy and Critical Theory”, in Negations: Essays in Critical Theory. Translated by Jeremy Shapiro. Hardmonsworth: Penguin Books.

MARCUSE, Herbert (1969): An Essay on Liberation. Boston: Beacon Press

MARCUSE, Herbert (1972): Counterrevolution and Revolt. Boston: Beacon Press, 1972.

MARCUSE. Herbert (1972): “Art in the One-Dimensional Society”, in BAXANDALL, Lee (ed.). Radical Perspective in Arts. Baltimore: Penguin Books.

MARCUSE, Herbert (1978): The Aesthetic Dimension. Toward a Critique of Marxist Aesthetic. Boston: Beacon Press.

MARCUSE, Herbert (1999): Tecnologia, Guerra e Fascismo. Coletânea de artigos de Herbert Marcuse. Ed. Douglas Kellner. Tradução Maria Cristina Vidal Borba. São Paulo: UNESP.

MARCUSE, Herbert (2007): Art and Liberation. Collected Papers of Herbert Marcuse. Volume Four. Edited by Douglas Kellner. London, New York: Routledge.

MARCUSE, Herbert & KEARNEY, Richard (1977): “The Philosophy of Art and Politics. Dialogue”. In: Richard Kearney, Dialogue with Contemporary Continental Thinkers. The Phenomenological Heritage: Paul Ricoeur, Emmanuel Levinas, Herbert Marcuse, Stanislas Breton, Jacques Derrida. Manchester: Manchester University Press, 1984.

FEENBERG, Andrew & FREDMAN, Jim (2001): When Poetry ruled the Streets. The French May Events of 1968. Albany: SUNY.

GUILLOU, Agnes (1969) : “Marcuse pour quoi faire?” in La Nef. Janvier-mars, année 26, cahier 36, :7-33. Paris: Tallandier, 1969.

PELLLEGRINI, Mario (1982): La Imaginación al Poder. Barcelona: Argonauta.

PLATÃO (1987): República. Trad. M.H. da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gulbekian.

POPPER, Karl et al. (1980) : “Filosofía radical: la Escuela de Frankfurt” in Conversaciones con Herbert Marcuse. Barcelona: Gedisa.

PRADO Jr., Bento (1980): “A educação depois de 1968” in Descaminhos da Educação Pós-68, Cadernos de Debate 8. São Paulo: Brasiliense, 1980.

SELLARS, Wilfrid (1978): “The Role of Imagination in Kant’s Theory of Experience”; in JONHSTONE Jr., Henry (Ed.). Categories: A colloquium. Philadelphia: Pennsylvania State University.

STRAWSON, Peter F. (1974): “Imagination and Perception”, in Freedom and Resentment and Other Essays. London: Harper & Row Publishers.

VACHET, André (1986) : Marcuse: la Révolution Radicale et le Nouveau Socialisme. Essai de Synthèse. Ottawa: Éditions de l'Université d'Ottawa.

Publicado

2025-12-31

Cómo citar

Kangussu, I. (2025). Marcuse, estética, imaginação e desejos. Constelaciones. Revista De Teoría Crítica, (17), 261–278. Recuperado a partir de https://constelaciones-rtc.net/article/view/5964